quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Animais Sinantrópicos


Formigas


Hábitos
“As formigas são insetos sociais, isto é, vivem em colônias ou ninhos, onde cada uma trabalha para todos os membros da colônia e não somente para si mesma. Uma colônia de formigas ilustra um modo perfeito de sociedade comunitária, difícil do homem copiar e que talvez nunca consiga ser igualado." (HERRICK, 1926)
Os ninhos das formigas, de uma maneira geral, consistem de um sistema de passagens ou cavidades que se comunicam umas com as outras e com o exterior. Algumas espécies constroem seus ninhos no solo e plantas; outras no interior de edificações (sob azulejos, batentes de portas, pisos, vãos e frestas, entre outros) ou ainda ocupam cavidades na madeira ou troncos de árvores (Bueno et al. 1994). As colônias variam em tamanho e podem ser formadas desde algumas dezenas até por muitos milhares de indivíduos.
O Brasil apresenta cerca de 2 mil espécies de formigas descritas, sendo que, destas, apenas 20 a 30 são consideradas pragas urbanas devido ao fato de invadirem alimentos armazenados, plantas e outros materiais domésticos.
A maioria das formigas alimentam-se de sucos vegetais, seiva das plantas, néctar de flores, substâncias açucaradas, líquidos adocicados que são excretados por certos insetos; algumas são carnívoras e se alimentam de animais mortos ou vivos e outras de fungos cultivados a partir de folhas vegetais.

Ciclo de vida das formigas
Cada colônia é constituída por três formas distintas: rainhas, machos e operárias. As rainhas são maiores que os demais indivíduos da colônia e são aladas; em algumas espécies podem viver vários anos. Os machos também são alados e consideravelmente menores que as rainhas. Tem vida curta e morrem após o acasalamento. As operárias são fêmeas estéreis, não possuem asas e constituem a grande maioria de indivíduos da colônia.
Machos e rainhas são produzidos na colônia em grande número, geralmente na primavera, quando saem dos ninhos e realizam o vôo nupcial. Logo após o acasalamento, o macho morre e a rainha inicia uma nova colônia ou retorna a uma já estabelecida. Ela elimina suas asas após o vôo, encontra um local para construir o ninho e colocar os ovos. Esta primeira cria é alimentada pela rainha e é formada exclusivamente por operárias, que são sempre estéreis.
Depois que as operárias surgem, passam a realizar todo o trabalho da colônia: construção e defesa do ninho, cuidado com a prole, coleta de alimento, entre outros. A partir daí, a função da rainha passa a ser unicamente a postura de ovos.

Agravos para a saúde
Algumas formigas podem se defender através de um aparelho inoculador de veneno, podendo provocar reações alérgicas cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de ferroadas.

Formigas: Medidas Preventivas


  • Deixar os locais limpos de restos de alimentos, especialmente doces;

  • Vedar muito bem potes de alimentos;

  • Colocar açúcar em pote hermeticamente fechado;

  • Quando houver formigas, seguir a trilha e tampar o orifício por onde elas entram e saem com massa, principalmente na junção de azulejos, batentes e quaisquer frestas;

  • Se o formigueiro estiver na terra, proteger pés e pernas, ir jogando água fervente e cavando até achar bolinhas brancas (ovinhos). Jogar água fervendo com sabão.


Animais Sinantrópicos


Baratas

Hábitos
Em áreas urbanas as espécies de baratas mais comuns são duas: a barata de esgoto (Periplaneta americana) e a francezinha ou alemãzinha (Blatella germanica). São ativas principalmente à noite, quando deixam seus abrigos à procura de alimentos.
Possuem hábitos alimentares bastante variados, preferindo aqueles ricos em amido, açúcar ou gordurosos. Podem alimentar-se também de celulose como papéis, ou ainda excrementos, sangue, insetos mortos, resíduos de lixo ou esgoto. Tem o hábito de regurgitar um pouco do alimento parcialmente digerido e depositar fezes, ao mesmo tempo em que se alimentam. Preferem locais quentes e úmidos.
A barata de esgoto normalmente habita locais com muita gordura e matéria orgânica em abundância, como galerias de esgoto, bueiros, caixas de gordura e de inspeção. São excelentes voadoras.
A barata francezinha habita principalmente cozinhas e despensas, em locais como armários, gavetas, interruptores de luz, aparelhos eletrodomésticos, dentro de vãos de batentes, rodapés, sob pias, dutos de fiação elétrica e locais como garagens ou sótãos com depósitos de papel e principalmente caixas de papelão, entres outros. Passam 75% do seu tempo abrigadas próximos aos alimentos.
Percebe-se que um local está infestado por baratas através de sinais como fezes, ootecas vazias, esqueletos ou cascas de ninfas quando estas se transformam em adultos e, em altas infestações, observa-se as baratas durante o dia, bem como odor característico.

Ciclo de vida
As baratas colocam os seus ovos em uma cápsula chamada ooteca. Essa ooteca pode ser carregada pela fêmea até próximo à eclosão dos ovos (Blatella germanica) ou depositada em local apropriado, normalmente frestas, fendas, gavetas ou atrás de móveis (Periplaneta americana).
Cada ovo dará origem à uma ninfa que, através de várias mudas, dará origem ao inseto adulto. As ninfas são menores que as adultas, não possuem asas e são sexualmente imaturas.
A francesinha vive em média 9 meses, põe ovos em média 5 vezes ao longo de sua vida e coloca de 30 a 50 ovos por vez. A barata de esgoto vive de 2 à 3 anos, põe ovos de 10 à 20 vezes e coloca de 12 a 20 ovos em cada ooteca. Quanto maior a temperatura e a umidade, menor será o tempo para o ovo eclodir.

Agravos para a saúde
As baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, principalmente gastroenterites, carreando vários agentes patogênicos através de seu corpo, patas e fezes, pelos locais por onde passam. São, por isso, consideradas vetores mecânicos.

Baratas: Medidas Preventivas


As medidas preventivas baseiam-se no controle ambiental. Deve-se interferir nas condições de abrigo e alimento destes insetos.

  • Inspecionar periódica e cuidadosamente caixas de papelão, caixotes, atrás de armários, gavetas e todo tipo de material que adentre ao ambiente e possa estar servindo de transporte ou abrigo às baratas e suas crias;

  • Limpar o local total e cuidadosamente, bem como todos os pertences nele inclusos (fornos, armários, despensas, eletrodomésticos, coifas, sob pias) ou onde quer que possa ocorrer acumulo de gordura e restos alimentares;

  • Acondicionar o lixo em sacos plásticos e dentro de latas apropriadamente fechadas e limpas;

  • Vedar frestas, rachaduras e vãos que possam servir de abrigo;

  • Colocar telas, grelhas, ralos do tipo "abre-fecha", sacos de areia ou outros artifícios que impeçam a entrada desses insetos através de ralos e encanamentos.


 fonte:

Palestra: Animais Sinantrópicos


Atenção 

A 4ª turma do ano acabou de começar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Já estamos na 2ª semana . As aulas só terminam em dezembro!Os alunos estão animadíssimos.

No dia 02/10/2012 aconteceu a Palestra " Animais Sinantrópicos"
Animais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste. Diferem dos animais domésticos, os quais o homem cria e cuida com as finalidades de companhia (cães, gatos, pássaros, entre outros), produção de alimentos ou transporte (galinha, boi, cavalo, porcos, entre outros).
 Destacamos, dentre os animais sinantrópicos, aqueles que podem transmitir doenças, causar agravos à saúde do homem ou de outros animais, e que estão presentes na nossa cidade, tais como: Abelhas, baratas, formigas, moscas e ratos.
Veja alguns ítens abordados na palestra:
Abelhas
Hábitos

Existem cerca de 20.000 espécies de abelhas. As mais conhecidas são as comumente denominadas de abelha européia ou africanizada (mistura da abelha africana com a européia); as mamangabas, abelhas grandes, com ferrão, que em geral fazem seus ninhos no solo. Existem também as chamadas abelhas indígenas, as quais não tem ferrão (irapuá, jataí, mandaçaia, entre outras) e normalmente enroscam no cabelo quando importunadas.

As abelhas são consideradas insetos úteis porque:
  • contribuem para a fecundação das flores, propiciando aumento da produção de frutos e grãos;
  • produzem o mel e a geléia real, importantes fontes energética e nutritiva;
  • produzem o própolis a partir de substâncias resinosas dos brotos e cascas de vegetais, o qual atua como antibiótico natural.

Na sociedade das abelhas (Apis mellifera), distinguem-se 3 tipos de indivíduos: rainhas (possuem ferrão, utilizado somente para postura), zangões (sem ferrão) e operárias (que possuem ferrão).
Alimentam-se do néctar e pólen que retiram das flores, levando-os para a colméia e armazenando-os em favos, sendo que todo trabalho da colméia (coleta de pólen, néctar e própolis, limpeza, defesa, construção de favos e alimentação das larvas) é realizado pelas operárias.
Em épocas de escassez de néctar, algumas vezes invadem residências, confeitarias, panificadoras e outros locais à procura de açúcar; mas são inofensivas, não aplicam ferroadas a menos que alguém as apalpe, esmague ou tente afugentá-las com movimentos bruscos. Nestes casos é comum avistarmos uma abelha e depois várias delas. Este fato ocorre porque quando uma abelha descobre uma fonte de alimento, avisa as outras na colméia. Nesta situação recomenda-se retirar o alimento do local ou impedir o acesso das abelhas ao mesmo.

A presença de algumas abelhas sobrevoando o local não representa um fator de risco para as pessoas e nem indica presença de colméia próxima deste local, já que as abelhas podem percorrer uma distância média de 2 km a procura de alimento.

Ciclo de vida

Uma colméia de Apis mellifera contém, em média, 50 a 60 mil indivíduos, sendo a maioria composta por operárias, alguns zangões e apenas uma rainha. O tempo de vida varia: a rainha vive em média de 2 a 5 anos, o zangão cerca de 80 dias e as operárias de 32 a 45 dias. Todos estes indivíduos sofrem metamorfose completa, isto é, passam pelas seguintes fases:

Ovo     Larva          Pupa     Adulto

A rainha é a única fêmea fértil e, depois de fecundada por vários zangões, armazena os espermatozóides por toda a vida, podendo colocar até 2 mil ovos por dia na época das floradas. Dos ovos podem nascer operárias (fêmeas estéreis) e novas rainhas, o que vai depender do tipo de alimentação que a larva recebe. Já os zangões (machos da colméia), nascem de óvulos não fecundados.
Uma parte das abelhas de uma colméia, em determinadas condições (colméia muito populosa, por exemplo), pode abandonar sua morada à procura de novo abrigo e constituem o que se denomina de enxame viajante.

O enxame viajante é a família migrante composta, via de regra, por uma rainha-mãe acompanhada de uma boa parte das abelhas operárias e zangões. Os enxames em geral são mansos, porque estão com as atenções voltadas para a sobrevivência da família e a guarda da sua rainha. A agressividade é esporádica e ocorre em situações em que as abelhas se sentem agredidas ou em situação de risco.
As abelhas quando estão enxameando levam uma reserva de mel nos papos e tem dificuldade para dobrar o abdômen e picar. De vez em quando elas pousam para descansar; é quando se amontoam em um canto formando um "cacho" em torno de sua rainha e se abrigam em locais como cobertura de garagem, árvores e outros.
Algumas operárias ficam voando à procura de abrigo definitivo que lhes ofereça proteção total, como forros de telhado, porões, muros ocos, caixotes, móveis vazios e abandonados entre outros. Quando encontram estes abrigos, migram para este local e começam a construção dos favos, dando início a uma nova colméia.

Atenção

  • Não jogar nenhum produto sobre o enxame ou colméia, como álcool, querosene, água ou inseticida, porque neste caso elas podem se sentir ameaçadas e picar;
  • Retirar do local ou das proximidades pessoas apavoradas, alérgicas à picada de abelhas, crianças e animais;
  • Não bater, ou tocar ou fazer movimentos bruscos e ruidosos próximos à colméia;
  • Entrar em contato com o telefone 156, para a relatar ou denunciar o problema, assim que for detectado, para o órgão competente Covisa-CCZ encaminhar uma equipe técnica para avaliação e adoção das medidas adequadas para solucionar a questão.
  • Em caso de reincidência de instalação da colméia no mesmo lugar, deve-se tomar providencias no sentido de eliminar esse abrigo, com, por exemplo, vedar frestas ou buracos por onde elas adentraram, remover materiais inservíveis (caixotes, móveis, pneus, etc) entre outros.


Agravos para a saúde


A abelha é considerada um animal peçonhento por possuir um ferrão na região posterior do corpo que serve para inocular veneno. Sua picada pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de picadas, sendo aconselhável procurar atendimento médico em caso de acidente.
fonte:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/index.php?p=4461